FISIO + LOGIA = FUNÇÃO + ESTUDO
A Fisiologia moderna sagra-se por volta de 1860, com a descrição da "homeostasia" pelo médico francês Claude Bernard.
A Fisiologia humana se baseia no estudo de função das células e dos órgãos que compõem um sistema.
As funções corporais são reguladas por dois sistemas principais de controle: o Sistema Nervoso que age através de neurotransmissores e o Sistema Endócrino que age mais lentamente com os hormônios.
O sistema hormonal está associado ao controle das funções metabólicas corporais, controlando a velocidade das reações químicas, o transporte de substâncias através das membranas, o crescimento da célula, as secreções celulares, a reprodução, comportamento, etc.
Inclui todos os tecidos ou glândulas que secretam hormônios. As principais glândulas endócrinas são: Hipotálamo, Hipófise, Tireóide e Paratireóide, Adrenais, Pâncreas, Ovários e Testículos. Elas secretam seus hormônios diretamente no sangue.
PRINCIPAIS HORMÔNIOS HUMANOS,
GLÂNDULAS PRODUTORAS
- TESTOSTERONA
- ESTRÓGENO
- PROGESTERONA
- HORMÔNIOS DO CRESCIMENTO (GH)
- INSULINA
- MELATONINA
- NORADRENALINA
- ADRENALINA
- DOPAMINA
- SEROTONINA
BIOENERGÉTICA
Vias metabólicas capazes de converter
nutrientes alimentares (gordura, proteínas, carboidratos) numa forma de energia
biologicamente utilizável.
Metabolismo Energético: Sistemas que visam a oferta energética para o organismo possa desempenhar funções.
CARBOIDRATO |
QUEBRA PASSA A
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GLICOSE
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LIPÍDIOS
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QUEBRA PASSA A
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TRIGLICERÍDEOS
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PROTEÍNAS
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QUEBRA PASSA A
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AMINOÁCIDOS
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O QUE DESENVOLVE OS MÚSCULOS
Certamente, o treinamento de força desenvolve o músculo. No
entanto, para que isto aconteça, é preciso fornecer o material de construção:
proteínas, carboidratos e gorduras. Em um processo chamado metabolismo, o
organismo "quebra" esses nutrientes e usa seus produtos para gerar a
energia necessária para o crescimento e a vida.
No metabolismo, as proteínas são partidas em
aminoácidos, usados pelas células para transformar novas proteínas, guiando-se
pelas instruções recebidas pelo DNA, que é o sistema de gerenciamento
genético humano. O DNA informa como os aminoácidos devem ser alinhados e
unidos. Uma vez cumprida essas determinações, a célula terá sintetizado uma
nova proteína.
Com base nesse processo, conclui-se logicamente que quanto mais
proteína é ingerida, mais músculos o organismo pode desenvolver. Todavia, não é
assim que funciona. O excesso de proteína é convertido em carboidrato para
produção de energia, ou em gordura, para armazenamento.
A melhor maneira de promover o crescimento dos músculos não é ingerir
grandes quantidades de proteínas, mas elevar as exigências musculares, isto
é, fazer os músculos trabalharem mais. Eles responderão assimilando os
nutrientes de que necessitam inclusive os aminoácidos provenientes do
metabolismo proteico, de modo que possam crescer. Exercitando-se bastante, as
células musculares sintetizarão as proteínas necessárias.
QUAL O COMBÚSTIVEL DOS MÚSCULOS
Para
fazer os músculos trabalharem, o combustível apropriado deve ser fornecido. As
células musculares, como todas as células, funcionam movidas por um composto
altamente energético, conhecido como TRIFOSFATO DE ADENOSINA (ATP). O ATP faz
os músculos se contraírem, conduzirem os impulsos nervosos e promove, ainda,
outros processos de produção de energia celular. As células musculares produzem
ATP combinando oxigênio com nutrientes oriundos dos alimentos, principalmente
carboidratos. A gordura também é utilizada como combustível pelos músculos,
porém ela pode ser quebrada apenas na presença de oxigênio. As células musculares
preferem queimar carboidrato, armazenar gordura e utilizar a proteína para
crescimento e reparação.
As
células geram ATP por intermédio de um dos três sistemas de energia:
a)
Fosfogênico;
b)
Glicolítico;
c)
Oxidativo.
O sistema fosfogênico recupera ATP fornecendo um composto chamado "creatina fosfato" (CP). Uma vez consumido o ATP , ele deve ser reposto por meio de mais alimentos e oxigênio. Durante exercícios intensos de curta duração, como levantamento de peso, corrida muito rápida de percurso pequeno, os músculos esgotam o oxigênio disponível. Nesta altura, a "CP" entra em cena para fornecer energia por mais alguns segundos de trabalho e pode auxiliar na geração de ATP quando há depleção dessa substância. Qualquer exercício intenso que tenha uma duração entre 3 a 15 segundos provocará uma rápida depleção de ATP e CP é a tarefa dos outros sistemas de energia no organismo.
O sistema "glicolítico" torna a glicose acessível aos músculos, seja como produto da quebra dos carboidratos dos alimentos na digestão ou quebra do "glicogênio" muscular e hepático, a forma de armazenamento dos carboidratos. Em um processo chamado de "Glicólise" o glicogênio é decomposto em glicose nos músculos e, em uma série de reações químicas, finalmente convertido em ATP. A reserva de "glicogênio" nos músculos fornece energia suficiente para 2 ou 3 minutos seguido de exercício intenso. Se houver oxigênio suficiente disponível, a glicose renderá grande quantidade de ATP. Porém, em sua ausência ou escassez, os músculos produzem uma substância residual da glicose chamada "ácido lático". O acúmulo de ácido lático no músculo em ação provoca uma sensação de ardência e leva a fadiga muscular, impedindo sua contração. Este ácido abandona o músculo quando há oxigênio para repor "CP" e ATP. Um breve repouso dá ao corpo tempo de fornecer oxigênio aos músculos e o atleta pode prosseguir seu exercício.
O terceiro sistema de energia é o "oxidativo", que ajuda a fornecer combustível para o exercício aeróbio e outras atividades de resistência. Embora este sistema consiga suprir as necessidades de energia dos exercícios de resistência, os três sistemas, até certo ponto, então em ação.
Os sistemas Fosfogênico e Glicolítico predominam no treinamento de força.
O oxigênio não é uma fonte direta de energia para o exercício, mas é usado como ingrediente para a produção de grandes quantidades de ATP a partir de outras fontes.
O Sistema Oxidativo funciona da seguinte maneira: o oxigênio é inspirado e, em seguida, retirado dos pulmões pelo sangue. O coração bombeia sangue rico em oxigênio para os tecidos, inclusive para os músculos. A "hemoglobina", uma proteína do sangue que contém ferro, leva oxigênio para as células, capacitando-as a produzir energia. A "mioglobina", que também contém ferro, transporta o oxigênio principalmente para as células musculares. No interior dessas células, carboidratos e gorduras são convertidos em energia mediante uma série de reações.

